Síndrome do Pânico: A mentira dos laboratórios
Médico psiquiatra e Psicoterapeuta do Encantamento. Diretor Clínico do Hospital Psiquiátrico ‘Casa de Saúde de São João de Deus’, São Paulo, de 1994 a 2000.
Síndrome do pânico? a pouca vergonha de bilhões de dólares
Texto de Paulo Urban (*), publicado na revista Universo Espírita, edição 46, setembro/2007
Formei-me
há 18 anos, em 1989. Presumo, pois, tenha alcançado somente agora a
“maioridade” nesta minha profissão, a de médico psiquiatra. Ao menos,
posso hoje colher os resultados de alguma experiência clínica, algo mais
consistente à arte de diagnosticar do que o mero olhar transversal
diante dos sinais e sintomas com que as doenças nos desafiam a
compreendê-las.
Falar da Síndrome do Pânico
não é discorrer sobre o que não existe; malgrados os esforços da
psiquiatria em espantá-la, debalde todos os remédios que há décadas se
dizem capazes de exorcizar este demônio, o fato é que o Pânico acomete
2% a 3% da população geral, sendo uma das ocorrências psiquiátricas mais
comuns nos pronto-socorros.
O Grito – óleo sobre tela de Edvard Munch (1893)
O Pânico
caracteriza-se por uma crise generalizada de ansiedade, cujo
aparecimento é súbito, sem um claro fator desencadeante. Por incidir
abruptamente, usa-se o termo “ataque de pânico” para designar os
episódios de suas crises, que extrapolam a ansiedade comum e trazem
consigo um ar de catástrofe. Os ataques costumam ser intensos e
passageiros, mas podem prolongar-se por algumas horas e trazem à tona um
medo não específico; os que se deixam vitimar por ele temem morrer,
perder o controle sobre seus atos ou enlouquecer. Um quadro assustador! Seu mal-estar
reúne um conjunto de sintomas físicos e emocionais que lhe são
próprios; daí o nome síndrome. O Pânico se instala com palpitações e
taquicardia, a respiração torna-se mais curta e mais rápida e advém um
sufocamento; o corpo é tomado por estremecimentos, há sudorese, rubores e
calafrios. Pode haver náusea, desconforto abdominal, dormências,
vertigens, sensação de iminência de desmaio; outros fenômenos podem
surgir, variando conforme os indivíduos.
O termo pânico
provém de Pã; de todas as divindades gregas, sem dúvida é a que mais
fortemente guarda seu caráter animal, seu estado instintivo. Pã é meio
humano, meio bestial, tem chifres e patas de bode, é barbudo e peludo,
dotado de horrenda expressão. Sua extrema feiúra é útil para afugentar
os ladrões de rebanhos dos montes e vales da Arcádia, região sob sua
proteção.
A
tradição mais corrente considera Pã filho de Hermes com a ninfa Dríope.
Rejeitado pela mãe, o recém-nascido teria sido levado pelo pai para
viver com ele no Olimpo, onde se tornou motivo de alegria, dado a seu
jeito brincalhão. Os deuses viram nele um sentido a mais para vida e o
batizaram de Pã, que significa “tudo”, o que faz dele também um símbolo
de esperança e de fecundidade. Junte-se o significado de seu nome ao
pavor que sua presença inspira, e melhor entenderemos o significado dos
termos “pane” ou “pânico”; haja vista o terror que toma tudo e a todos
que estão a bordo sempre que um avião está avariado. Antes dos anos 80,
porém, tal doença nem existia. Enquanto cursava a faculdade, pude
acompanhar o furtivo nascimento do Pânico. Ora, como pode ser isso? Quer
dizer que algumas doenças, das quais até então nada se sabia, de
repente, são paridas? Infelizmente, isso ocorre. Transtornos
psiquiátricos os mais diversos continuam a nascer em nossos dias. Certas
patologias vêm ao mundo conforme renomadas universidades as anunciam,
numa prática direta ou indiretamente atrelada aos interesses dos
laboratórios farmacêuticos, em seu desenfreado atropelo da saúde, a fim
de garantir seus titânicos lucros econômicos.
Ao longo de todo
o meu curso de graduação, as drogas largamente usadas no tratamento das
depressões eram os chamados “antidepressivos tricíclicos”, cujo nome
diz respeito à sua estrutura molecular. Sintetizados a partir da década
de 60, eram o primeiro considerável avanço no manejo farmacológico das
depressões, que desde os anos 50 vinham sendo obrigatoriamente tratadas
pela única classe de antidepressivos existente, os chamados IMAO
(inibidores da monoaminoxidase).
A
terapêutica com IMAO, contudo, envolvia uma série de restrições
alimentares que, se desrespeitada, podia causar nos pacientes a chamada
“síndrome adrenérgica”: cefaléia, hipertensão, rigidez de nuca e dor
torácica, decorrentes de uma intoxicação metabólica. Isto porque a
monoaminoxidase, cuja ação é inibida pelo remédio, é uma enzima
envolvida na degradação da tiramina, substância presente, sobretudo, nos
queijos, carnes defumadas e nos vinhos.
Portanto,
a nova classe de antidepressivos tricíclicos, que se podia tomar livre
das dietas, conquistou o mercado. Foi assim que a clomipramina (cujo
nome comercial – Anafranil – por questão histórica precisa estar aqui
citado) logo se tornou a principal arma contra as depressões, e seu uso
se alastrou com enorme rapidez pelos continentes. Os produtores
do Anafranil estavam cientes, porém, de que sua hegemonia estaria em
breve ameaçada. Desde 1974, uma empresa química concorrente pleiteava
junto à FDA (Food and Drugs Association) a aprovação de um potente
antidepressivo: o cloridrato de fluoxetina, cuja ação farmacológica, até
então inédita no tratamento das depressões, inibia seletivamente a
recaptação da serotonina (um neurotransmissor), prolongando assim sua
presença nas sinapses (espaços virtuais entre os neurônios), o que ajuda
a melhorar o humor. O Prozac (segundo nome comercial que nos interessa)
foi o pioneiro desta nova família de antidepressivos e sua aprovação
pela FDA deu-se precisamente em 1987.
Lembro que em 1989
o Prozac entrava no mercado brasileiro, sustentado por uma ostensiva
campanha publicitária direcionada aos médicos, que alardeava o fim das
depressões. A expectativa sempre depositada sobre as novas drogas
provocou um extraordinário aumento de prescrições de Prozac. Raros não
se deixaram levar pelas promessas prozaquianas, respaldadas por
trabalhos científicos – patrocinados, é claro, pelo laboratório
interessado – que apontavam estatisticamente as vantagens dos
“inibidores da recaptação de serotonina” em comparação com os
repentinamente ultrapassados tricíclicos.
Tal a prepotência com
que o Prozac se imiscuiu em nosso meio que, antes que curasse as
depressões, provocou uma “lavagem cerebral” no pensamento clínico da
época. Logo se deu um excesso de falsos diagnósticos de depressão,
motivados pelo frenesi dos que queriam tomar ou prescrever a nova droga,
cujo preço, por sinal, era elitista.
Woody Allen
O ator e cineasta Woody Allen,
neurótico confesso, que por essa época se submetia a sessões de
psicanálise todos os dias da semana, mantendo a seu dispor renomados
psicanalistas em vários países do mundo, dispostos a atendê-lo durante
as suas filmagens, foi um dos que primeiro viu na fluoxetina a sua
salvação.
Admito
que os interesses da indústria farmacêutica não tenham tido a idéia de
comprar os seus serviços, mas o fato é que, surpreendentemente, Woody
Allen passou a ser o maior garoto propaganda da nova droga, citando seu
nome comercial com repetido entusiasmo em vários de seus filmes, fazendo
do Prozac um notável astro de cinema. O remédio se tornou sinônimo de
status e passou a ser chamado de “a pílula da felicidade”.
Ora, com Hollywood
inopinadamente patrocinando a causa da fluoxetina, a indústria dos
tricíclicos, que há quase 30 anos nadava nos lucros, viu-se ameaçada de
morrer afogada em sua enorme produção, cujo destino seria mofar nas
prateleiras das farmácias, pondo a perder os bilhões de dólares em jogo
nas bolsas de mercado futuro. Afinal, o Prozac prometia realizar uma
mágica que nenhum psicoterapeuta jamais soubera executar, a de eliminar
para sempre de nossas vidas o descolorido da tristeza.
Por conta disso,
nos Estados Unidos, uma horda de processos foi logo aberta contra
vários psiquiatras, acusados de enganar seu pacientes, uma vez que tendo
diagnosticado neles a depressão, propunham-se a tratá-los por meio de
outras técnicas e psicoterapias, cujos resultados eram lentos, quando
existia no mercado uma droga capaz de acabar com ela. Instaurou-se assim
uma moderna caça às bruxas.
A
Justiça estadunidense levou à fogueira inúmeros médicos; vários tiveram
seus registros profissionais cassados. Um verdadeiro non sense, próprio
de uma sociedade decadente que há muito já perdeu seu rumo. Houve quem
vivesse o pandemônio de ter que explicar judicialmente o porquê de não
ter preferido usar a fluoxetina em tratamentos que tinham se iniciado
quando ela ainda nem existia! Hoje em dia, vários dos médicos que
tiveram sua reputação abalada estão reabrindo os velhos processos, e
alguns têm conseguido vultosas indenizações, ainda que os danos morais
tenham sido traumáticos.
O primeiro golpe contra a fluoxetina
foi a publicação de uma série de trabalhos científicos (patrocinados
pelos laboratórios concorrentes) que evidenciavam um incremento dos
índices de suicídio entre os usuários do Prozac. O remédio chegou a ter
sua carreira artística provisoriamente proibida, afinal, sua eficiente
ação farmacodinâmica realmente levantava o moral dos enfermos, mas como
para a maioria dos deprimidos graves continuava a prevalecer a angústia e
a estreiteza de campo vivencial frente aos desafios da existência,
muitos destes concluíram que depressão alguma valia a pena, e que o
melhor a se fazer era simplesmente acabar com a vida.
Com
o humor significativamente melhorado pelo efeito bioquímico, os
pacientes encontravam ao menos a força necessária para sair da completa
apatia e cometer o suicídio. Mas o uso do Prozac logo seria novamente
liberado, mediante a publicação de outros trabalhos científicos,
patrocinados já sabemos por quem, que relativizavam seus efeitos
colaterais bem como o suposto aumento das taxas de suicídio.
Tornou-se assim urgente
que os fabricantes da droga concorrente pusessem em ação o plano que há
alguns anos traziam bem guardado. O extraordinário tinha de ser feito,
algo que lhes permitisse uma sobrevivência até que as coisas se
acomodassem mais a frente, quando a realidade, acima de todas as
promessas ilusórias, falaria por si, fazendo ver a médicos e pacientes
que o Prozac, como qualquer outro antidepressivo, tem ação específica e
limitada; se por um lado melhora certas condições clínicas, por outro
traz consigo uma série de efeitos colaterais.
Era preciso,
pois, encontrar uma maneira de desaguar a clomipramina, de modo que não
se estagnasse sua alucinada linha de produção. Pois bem, curiosamente
atendendo aos interesses dos fabricantes dos antidepressivos
tricíclicos, convocou-se nos Estados Unidos, em 1983, em caráter
extraordinário, um novo encontro da American Psychiatric Association
(APA), cujos membros, pertencentes às principais universidades do país,
formam um colegiado responsável pela formulação dos assim chamados
Diagnostic and Statistical Manual (Manual Diagnóstico e Estatístico), ou
DSM.
Tal
publicação procura de tempos em tempos reclassificar as doenças e
estabelecer suas bases diagnósticas, segundo critérios que envolvem
várias tabelas e uma crua somatória de sintomas, próprias de um
pensamento raso, validado por todas as escolas médicas do resto do mundo
que se mantêm ideologicamente atreladas à psiquiatria estadunidense.
O DSM-I data de 1952.
O DSM-II atualizaria o primeiro dali a 16 anos, em 1968; e o DSM-III
seria publicado 12 anos mais tarde, em 1980, ampliando e atualizando as
classificações das patologias feitas no DSM-II. Já o DSM-IV, conferindo a
média, só foi publicado em 1994.
Por que então
a pressa da APA em revisar o recém-publicado DSM-III, passados somente
três anos de sua publicação? Qual razão oculta teria poder para convocar
extraordinariamente todo um colegiado médico? Qual o grave equívoco a
ser reparado? Ora, os produtores da fluoxetina, desde 1974 pressionavam a
FDA para ver aprovado o Prozac.
Os
laboratórios concorrentes, antevendo aí uma concreta possibilidade de
falirem, trataram de fabricar a mágica que manteria por mais uma década a
fabulosa venda dos antidepressivos tricíclicos. Nasceu assim a Síndrome
do Pânico. Ela foi propositadamente incluída no DSM-III-R (“R” de
revised, revisado), entre outros acréscimos e correções de somenos
importância que juntos compunham um disfarce para os reais motivos a
patrocinar esse evento.
A
“revisão” do DSM encerrou-se em 1983. Embora muitos alegassem seu
caráter de urgência, o fato é que o DSM-III-R restou mantido sob
custódia acadêmica até 1987, sendo publicado justamente quando ocorria a
aprovação do Prozac pela FDA. Coincidência ou estratégia?
Sigmund Freud (1856-1939)
Neste
ponto os leitores, principalmente os que já se viram vitimados por essa
síndrome, estarão se perguntando: mas como pode ser o Pânico uma mera
invenção se ele é algo real que me aflige? Ora, não estou aqui negando
sua ocorrência, conforme disse de início. O fato é que ela nada mais é
que uma roupagem nova encontrada pela psiquiatria estadunidense para o
clássico quadro de neurose de angústia, conforme minuciosamente descrito
por Freud (1856-1939) em ‘A Neurastenia e a Neurose de Angústia’,
publicado em 1895, um século antes da “cobra criada” pela APA. Desde 1893,
percebe-se pela correspondência trocada com o médico Wilhelm Fliess
(1858-1928), que o pai da psicanálise já se preocupava em separar a
neurose de angústia dos demais quadros neuróticos, como a histeria e a
neurastenia, por exemplo. Freud explica: “Damos a esse complexo de
sintomas o nome de neurose de angústia, pela circunstância de que todos
os seus componentes podem ser agrupados em torno de um principal, que é a
angústia”. Freud explora detalhadamente toda a sintomatologia
relacionada à angústia, buscando classificá-la em suas diversas formas,
entre outras a angústia crônica, a espera ansiosa, o pavor noturno e os
ataques de angústia.
Estes
últimos, bem caracterizados por Freud, item por item, do “a” ao “i”,
numa listagem completa de sintomas: palpitações e taquicardia, arritmias
breves, perturbações da respiração, que se torna ofegante; ataques de
suor, disfunções intestinais, vertigens e tonturas, tremores e
convulsões motoras, parestesias, sensação de desmaio iminente por ação
vasomotora. Sintomas estes, todos cruamente copiados pelo DSM-III-R como
os principais critérios para diagnóstico do Pânico. Estão todos lá,
basta conferir!
Em seguida Freud
cita algumas fobias próprias do ataque de angústia e se detém a
comentar o grupo das agorafobias (medo de espaços abertos) e suas
espécies secundárias. Sem sequer citar a fonte, o DSM-III-R faz
igualmente constar logo após a descrição da Síndrome de Pânico, uma
tabela pela qual se caracteriza o Distúrbio de Pânico com Agorafobia.
Falta à APA saber pensar a clínica ou é mero caso de apropriação
intelectual indébita, própria de um país onde a Justiça já perdeu seu
rumo?
No Brasil, a Síndrome do Pânico
foi apresentada ao povo ao longo de três domingos consecutivos, em
horário nobre, quando milhões de pessoas tinham por costume assistir a
um programa que, contrariando a regra comum, há mais de 30 anos está no
ar na mesma emissora.
No
primeiro domingo apresentou-se a temível doença do Pânico, no domingo
seguinte os repórteres colheram depoimentos de pessoas que sofriam desse
mal, dando veracidade à matéria anterior e, para então salvar o mundo
da histeria coletiva da nova epidemia que já se alastrava pelos
consultórios e hospitais do país, o terceiro programa deu voz a um
médico que, do alto de seu douto saber nos ensinou a todos que nada
tínhamos a temer diante da Síndrome do Pânico, seu tratamento, conforme
preconizado pela APA, era simples: Anafranil 25mg, dose única diária.
Não é fantástico? Passados alguns
congressos em que o Pânico era o astro, como os 25mg não resolveram a
angústia nossa de cada dia, passou-se a receitar 50mg ao dia, em duas
doses de 25mg e, meses mais tarde, a dose diária de 75mg, em três
tomadas. Tão lucrativo estava vender clomipramina que seus fabricantes
resolveram facilitar a vida de seus clientes, colocando então no mercado
comprimidos de 75mg. Mas nem assim o Pânico foi curado. Por essa época,
ai do herege que receitasse qualquer outra droga que não o Anafranil
diante de um caso de Pânico; seria execrado por contrariar os manuais de
conduta médica.
Em nossos dias,
passada a febre ditatorial acadêmica sob a “descoberta do Pânico”, e
com “outras novas doenças” querendo disputar a mídia, qualquer
prescrição contra o Pânico pode ser usada, sem que os médicos
responsáveis por elas venham por isso ser taxados de temerários. Há até
quem aconselhe a tratar o Pânico com neurolépticos em vez de
antidepressivos ou ansiolíticos; hoje vale usar até mesmo o velho
Prozac.
crédito de imagem: Prestígio Editorial, selo da Ediouros Publicações.
De meu lado,
em toda minha clínica nunca precisei diagnosticar o Pânico. Nem nunca
me propus a curá-lo por meio de remédios, senão, quando preciso, aliviar
em algum nível seu mal-estar por meio bioquímico. Prefiro reconhecer a
psicodinâmica da neurose de angústia a crer que um agregado de tabelas
modernas com somatórias de sintomas possa dirigir meu diagnóstico.
A
propósito, as medicações psiquiátricas não curam coisa alguma. Elas são
úteis nos tratamentos das psicoses e neuroses, ajudam realmente a
melhorar ou equilibrar certos estados graves de humor, mas seu uso deve
ser sempre o mais discriminado possível. E ainda não nasceu uma droga
capaz de acabar com a angústia, em que pesem as profecias do pensamento
neurocientífico.
Segundo a psicanálise,
a neurose de angústia encontra-se fundamentada sobre o acúmulo de
tensão da libido, para Freud algo de natureza estritamente sexual. Na má
resolução ou insuficiência dessa energia estaria a origem dos ataques
de angústia. Procurando provar sua tese, Freud argumenta que os sintomas
dos ataques, guardadas as suas proporções, estão igualmente presentes
no coito, quando o nosso coração dispara, tornamo-nos ofegantes,
apresentamos tremores, calafrios, suores etc…
Leia o resto da matéria diretamente do site que eu a retirei:
http://revellationline888.blogspot.de/2013/08/sindrome-do-panico-mentira-dos.html